sexta-feira, 12 de julho de 2013

Conforme as profecias mais sérias de profetas e videntes, o fim do mundo está próximo; a humanidade não viverá muitos anos depois de 2000. Talvez estas ameaças, tão ligadas à fé e à tradição, já não inquietam com a mesma intensidade que antes. Certamente, o fatal prognóstico se apoia também poderosamente no desenvolvimento das fontes de aniquilação que estamos criando com a contaminação, a energia nuclear, a industrialização é a iminência de uma terceira e última guerra mundial, que será atómica e definitiva.
Estamos destruindo a Terra, somos nós que estamos provocando o fim do mundo.
Conte o homem com a antiguidade que conte e digam os paleontólogos o que quiserem, o mais provável é que a História da Humanidade esteja feita de saltos e de caídas, de ciclos completos nos quais o homem chega a um determinado nível social e técnico, e em seguida caí directo até zero para começar novamente outro ciclo. Em menor escala isto acontece nos países, nos impérios, e o estudo desses ciclos históricos é um convite à reflexão. Sabemos o que aconteceu há três mil anos e do anedótico de alguns povos concretos há cinco ou seis mil anos. Além disso, tudo é especulação mas é seguro que os mesmos sentimentos que empurraram alguns povos ao tecnicismo há quatro milénios estavam também presentes no homem há sessenta e cinco mil ou um milhão de anos.
PRESSENTIMOS O FIM.
Poderíamos falar de uma angústia social por perda da própria identidade, um sentimento de que vamos deixar de ser nós mesmos para passar a ser quem sabe que outra coisa. E é essa a razão, e não outra, de que o homem do Ocidente esteja ressuscitando as antigas profecias que falam do fim do mundo. Não por um afã mórbido, mas procurando uma confirmação de que nossos temores são justificados ou, no melhor dos casos, de que nossa angústia é exagerada e que já existiram outros anteriormente que padeceram da mesma loucura. De alguma forma, destruindo as profecias destruirão nossa angústia: se a de São Malaquias é uma tolice, nossos temores também o são, quando na realidade nada que ver uma coisa com a outra. Os sinais são evidentes: sem pessimismos supérfluos está claro que o mundo, como entidade sociocultural, está sendo desintegrado; digam o que digam as profecias. O mal é que isto já vem sendo anunciado desde várias centúrias, às vezes muitas, em épocas nas quais nada podia fazer imaginar a situação a que íamos chegar neste século.
O FIM DE UM MUNDO.
Levamos anos falando do fim do mundo e não porque termine um milénio, mas por uma espécie de conhecimento inconsciente, de aviso endógeno, de que a situação presente não conduz a lugar algum, de que algo tem que mudar, se não é que já está mudando. Aqueles que utilizam o termo “fim do mundo” como algo definitivo, material, pretendem somente seu suicídio, no qual querem incluir toda a humanidade por aquilo de que “mal de muitos…”.
Não, a expressão correcta, a única que estamos autorizados a empregar tendo em vista o acontecido em outras épocas, é a de “fim de um mundo”, dando à palavra “mundo” um sentido de civilização, de cultura, de crenças. Nem sequer podemos dizer o “fim de nosso mundo”, porque já estamos em um terreno de ninguém: o mundo anterior está terminando ao mesmo tempo que o novo está começando; nem saímos nem entramos: estamos fazendo ambas as coisas desde há alguns anos e durante alguns mais seguramente.
É VISLUMBRADO UM NOVO FUTURO.
Estamos, pois, saindo de uma era de grandes movimentos espirituais, porém escuros, ameaçadores, sangrentos em sua prática. Está terminando uma humanidade que foi passiva, uniformada e disciplinada em seu aspecto, mas tormentosa no interior, com paixões, impulsos e desejos, sempre controlados, sempre contidos. Uma era de fanáticos e navegantes, de militares e sacerdotes.
A CONTAMINAÇÃO PODE MATAR-NOS.
Neste mesmo momento, enquanto você está lendo este blog, uma dezena de caminhões blindados atravessa os vastos areais pedregosos do deserto do Arizona, levantando em seu caminho uma nuvem de poeira dourado contínua e densa. Discreta protecção oficial, composta de alguns helicópteros do Exército dos Estados Unidos, dá escolta aos veículos.
Estas viagens misteriosas são levadas a cabo não somente através do deserto do Arizona ou pelas desproporcionais estradas que margeiam Sierra Morena na Espanha até chegar ao escondido povo de Valdeinfierno (Vale do Inferno), cujo nome por si só não pressagia nada bom. No mundo existem muitos desertos e muitos poços profundos no oceano que vão armazenando milhões e milhões de toneladas de resíduos dos grandes centros nucleares. Resíduo que conservam parte de sua actividade, energia suficiente para estar enviando para os quatro pontos cardeais do planeta radiações mortíferas durante séculos. A tecnologia actual não é capaz de aproveitar estes resíduos, ou não é rendável para os grandes impérios económicos fazê-lo. Os materiais desprezados continuam guardando nos núcleos de seus átomos a suficiente carga para recordar aos homens o estúpido atentado que estamos levando a cabo cora o Universo.
Activamos os minerais e continuamos activando-os desconhecendo qual é o recurso que interromperá em um instante seu perigo. E o que fazer com todos esses resíduos, que já não são úteis, mas que conservam seu perigo, milhões e milhões de toneladas? Os cientistas deram uma resposta simples, e talvez não tenha outra: levá-los o mais longe possível, enterra-los no mais profundo, no lugar mais oculto, com muita terra por cima e por baixo, para que não possam fazer escapar sua vingança; com quilómetros de águas negras desde o fundo à superfície para que fiquem ali escondidos para sempre.
A RADIAÇÃO,FONTE DE ENFERMIDADES GENÉTICAS.
Parece seguro, de acordo com as mais recentes pesquisas, que se continuar crescendo o nível contaminante, dentro de uns cinquenta anos as tireóides humanas apresentarão uma concentração de radio muito considerável e o câncer tireóideo terá aumentado em 50%. Foi comprovado também, mediante estatísticas, que cada ano a precipitação radiactiva que produzem os testes atómicos provocam entre 2.500 e 13.000 casos de defeitos genéticos graves.
Mas deixando de lado esta série de consequências directas, convém significar o fato de que os resíduos gerados pelas cada vez mais frequentes experiências nucleares explosivas, não se desvanecem, mas se espalham pela atmosfera caindo sobre a terra em forma de chuva e unindo-se assim aos já catastróficos efeitos produzidos pela devolução de emanações provenientes de combustíveis fósseis. É produzida a temida “chuva ácida” contra a qual os cientistas não fazem mais que prevenir-nos.
A CRISE DO OXIGÊNIO.
A quase totalidade do oxigénio que o planeta Terra respira provém das diatomeas (espécie de algas), diminutos vegetais que flutuam livremente no mar e que por sua vez constituem o elemento básico da alimentação para a maioria dos peixes. O oxigénio da Terra estaria esgotado totalmente dentro de dois mil anos se não fosse reposto continuamente mediante a fotossíntese vegetal, processo pelo qual as plantas elaboram açúcar a partir do dióxido de carbono e a água da atmosfera. Nesta reacção, que é produzida em presença do sol, o vegetal cede oxigénio procedente do dióxido de carbono que absorve. As últimas pesquisas permitem afirmar que 70% do oxigénio que existe provém das diatomeas, e o restante, da vegetação terrestre. Mas se os insecticidas e outras impurezas reduzem a quantidade de diatomeas, fenómeno que há muitos anos vem sendo produzido em grande escala, ou estas evoluem para mutações menos prolíficas, e os bosques continuam sofrendo seu processo de destruição pelo corte e os incêndios, poderia chegar o momento em que faltasse o oxigénio e, consequentemente, toda vida animal chegaria a extinguir-se.
A TERRA TEM SEDE.
Na antiguidade bastava uma média inferior de cinco litros de água para satisfazer as necessidades do indivíduo; e pode ser que nem sequer era alcançada essa cifra entre a que gastava e malgastava. Sua higiene era precária e, salvo para beber, poucos usos fundamentais poderiam ser procurados. Actualmente, nas cidades, é necessário somente para a higiene pessoal e doméstica uma quantidade dez vezes superior por dia e habitante, existindo grandes núcleos de população que chegam a gastar até 500 litros por pessoa e dia, incluindo regras, calefacção e outros serviços urbanos.
De cara ao futuro, as cifras situam à humanidade ante um grave problema: a quantidade total de água potável do planeta é estimada em alguns 7.750.000 quilómetros cúbicos. Até poucos anos a água gasta era reposta com a chuva, existindo um constante equilíbrio; mas a contaminação diminui dia a dia a quantidade de muitos depósitos naturais até converter a água em não potável, isto é, não apta para o consumo doméstico. Também neste caso, como no do oxigénio, corre-se o grande perigo de romper o equilíbrio da regeneração.
A água que utiliza a fábrica é desaguada no rio e este arrasta até sua desembocadura no mar os germes da destruição. Inclusive as águas subterrâneas já não podem escapar da contaminação radiactiva e sofrem modificações em sua composição ou em seu estado, são alteradas de tal modo que deixam de reunir as condições de utilização que ofereciam em seu estado natural. Quando este fenómeno acontece a água não serve, não só não ajuda a vida, mas, além disso, a coloca em perigo.
AS CONCENTRAÇÕES PLANETÁRIAS.
No entanto, contemplemos agora outro aspecto da questão. Nosso progresso pode destruir-nos, e isso é nossa culpa; mas o Cosmos também nos ameaça.
O universo é uma máquina que funciona como o relógio de mais alta precisão, o qual não garante que seja infalível e que em algum momento não possa sofrer uma falha que afecte directamente o nosso planeta com devastadoras consequências.
No ano de 1982 foi produzindo um alinhamento dos planetas do sistema solar, causando um efeito de gravidade sobre as chamas do sol que talvez tenha alterado as fendas sísmicas e as correntes incandescente internas da Terra, com o consequente efeito de tremores e terremotos que já começaram a ser sentidos. Mas se as desgraças começaram neste ano, e suponho que sobrevivamos a todas elas, o perigo astral continuará gravitando sobre nossas cabeças até que no ano 2.000 – a fatídica data que vaticinam as profecias – se produza novamente outro alinhamento, só que então será muito mais directo e suas consequências, portanto, muito mais destrutivas. Supõe-se que pode afectar ao equilíbrio do eixo terrestre, chegando a dar um tombo à Terra como se de uma bola se tratasse, ajudada pelo enorme peso que suporta o polo sul em consequência do gelo acumulado sobre ele
Estamos na era dos terremotos, semelhante ao que foi produzido há cento e setenta e nove anos, quando no firmamento ocorreu pela última vez um alinhamento planetário.
A BOMBA ATÔMICA, UM JOGO DE MENINOS.
A bomba atómica de Hiroshima já é um jogo de meninos comparados com os inventos posteriores no campo dos projécteis e explosivos.
A bomba de hidrogénio, a de cobalto e outras multiplicaram por mil os efeitos mortíferos de sua irmã menor. E há pouco apareceu o último grito: a bomba de neutrões, que mata a todo ser vivente, mas sem causar danos materiais, para que possam disfrutar de todas as comodidades os que vier depois. Se restar alguém. Claro.
Existe um amplo sortimento onde abastecer-se. Dentro de pouco o alfabeto não será suficiente para nominar os engenhos destruidores que o homem está criando. Possuímos a bomba de hidrogénio, a H, capaz de destruir uma cidade de 100 quilómetros quadrados e matar a tudo o que se encontre a 500 quilómetros de distância, o que não deve estranhar se tiver em conta que equivale a dez vezes a potência de todos os explosivos que foram utilizados durante a segunda guerra mundial. Agora já estão aperfeiçoando-a à base de nitrogénio; logo a conheceremos como a bomba N. Qualquer megalómano ambicioso que conte com os meios suficientes pode nos matar somente apertado um botão: então seria desencadeada uma reacção em cadeia ordenada por computadores que estão programados aguardando este momento.

Quando esse dia chegar não poderemos intervir nos acontecimentos.