Conforme as profecias mais sérias
de profetas e videntes, o fim do mundo está próximo; a humanidade não viverá
muitos anos depois de 2000. Talvez estas ameaças, tão ligadas à fé e à
tradição, já não inquietam com a mesma intensidade que antes. Certamente, o
fatal prognóstico se apoia também poderosamente no desenvolvimento das fontes
de aniquilação que estamos criando com a contaminação, a energia nuclear, a
industrialização é a iminência de uma terceira e última guerra mundial, que
será atómica e definitiva.
Estamos destruindo a Terra, somos
nós que estamos provocando o fim do mundo.
Conte o homem com a antiguidade
que conte e digam os paleontólogos o que quiserem, o mais provável é que a
História da Humanidade esteja feita de saltos e de caídas, de ciclos completos
nos quais o homem chega a um determinado nível social e técnico, e em seguida
caí directo até zero para começar novamente outro ciclo. Em menor escala isto
acontece nos países, nos impérios, e o estudo desses ciclos históricos é um
convite à reflexão. Sabemos o que aconteceu há três mil anos e do anedótico de
alguns povos concretos há cinco ou seis mil anos. Além disso, tudo é
especulação mas é seguro que os mesmos sentimentos que empurraram alguns povos
ao tecnicismo há quatro milénios estavam também presentes no homem há sessenta
e cinco mil ou um milhão de anos.
PRESSENTIMOS O FIM.
Poderíamos falar de uma angústia
social por perda da própria identidade, um sentimento de que vamos deixar de
ser nós mesmos para passar a ser quem sabe que outra coisa. E é essa a razão, e
não outra, de que o homem do Ocidente esteja ressuscitando as antigas profecias
que falam do fim do mundo. Não por um afã mórbido, mas procurando uma
confirmação de que nossos temores são justificados ou, no melhor dos casos, de
que nossa angústia é exagerada e que já existiram outros anteriormente que
padeceram da mesma loucura. De alguma forma, destruindo as profecias destruirão
nossa angústia: se a de São Malaquias é uma tolice, nossos temores também o
são, quando na realidade nada que ver uma coisa com a outra. Os sinais são
evidentes: sem pessimismos supérfluos está claro que o mundo, como entidade
sociocultural, está sendo desintegrado; digam o que digam as profecias. O mal é
que isto já vem sendo anunciado desde várias centúrias, às vezes muitas, em
épocas nas quais nada podia fazer imaginar a situação a que íamos chegar neste
século.
O FIM DE UM MUNDO.
Levamos anos falando do fim do
mundo e não porque termine um milénio, mas por uma espécie de conhecimento
inconsciente, de aviso endógeno, de que a situação presente não conduz a lugar
algum, de que algo tem que mudar, se não é que já está mudando. Aqueles que
utilizam o termo “fim do mundo” como algo definitivo, material, pretendem
somente seu suicídio, no qual querem incluir toda a humanidade por aquilo de
que “mal de muitos…”.
Não, a expressão correcta, a
única que estamos autorizados a empregar tendo em vista o acontecido em outras
épocas, é a de “fim de um mundo”, dando à palavra “mundo” um sentido de
civilização, de cultura, de crenças. Nem sequer podemos dizer o “fim de nosso
mundo”, porque já estamos em um terreno de ninguém: o mundo anterior está
terminando ao mesmo tempo que o novo está começando; nem saímos nem entramos:
estamos fazendo ambas as coisas desde há alguns anos e durante alguns mais
seguramente.
É VISLUMBRADO UM NOVO FUTURO.
Estamos, pois, saindo de uma era
de grandes movimentos espirituais, porém escuros, ameaçadores, sangrentos em
sua prática. Está terminando uma humanidade que foi passiva, uniformada e
disciplinada em seu aspecto, mas tormentosa no interior, com paixões, impulsos
e desejos, sempre controlados, sempre contidos. Uma era de fanáticos e
navegantes, de militares e sacerdotes.
A CONTAMINAÇÃO PODE MATAR-NOS.
Neste mesmo momento, enquanto
você está lendo este blog, uma dezena de caminhões blindados atravessa os
vastos areais pedregosos do deserto do Arizona, levantando em seu caminho uma nuvem
de poeira dourado contínua e densa. Discreta protecção oficial, composta de
alguns helicópteros do Exército dos Estados Unidos, dá escolta aos veículos.
Estas viagens misteriosas são
levadas a cabo não somente através do deserto do Arizona ou pelas
desproporcionais estradas que margeiam Sierra Morena na Espanha até chegar ao
escondido povo de Valdeinfierno (Vale do Inferno), cujo nome por si só não
pressagia nada bom. No mundo existem muitos desertos e muitos poços profundos
no oceano que vão armazenando milhões e milhões de toneladas de resíduos dos
grandes centros nucleares. Resíduo que conservam parte de sua actividade, energia
suficiente para estar enviando para os quatro pontos cardeais do planeta radiações
mortíferas durante séculos. A tecnologia actual não é capaz de aproveitar estes
resíduos, ou não é rendável para os grandes impérios económicos fazê-lo. Os
materiais desprezados continuam guardando nos núcleos de seus átomos a
suficiente carga para recordar aos homens o estúpido atentado que estamos
levando a cabo cora o Universo.
Activamos os minerais e
continuamos activando-os desconhecendo qual é o recurso que interromperá em um
instante seu perigo. E o que fazer com todos esses resíduos, que já não são
úteis, mas que conservam seu perigo, milhões e milhões de toneladas? Os
cientistas deram uma resposta simples, e talvez não tenha outra: levá-los o
mais longe possível, enterra-los no mais profundo, no lugar mais oculto, com
muita terra por cima e por baixo, para que não possam fazer escapar sua
vingança; com quilómetros de águas negras desde o fundo à superfície para que fiquem
ali escondidos para sempre.
A RADIAÇÃO,FONTE DE ENFERMIDADES
GENÉTICAS.
Parece seguro, de acordo com as
mais recentes pesquisas, que se continuar crescendo o nível contaminante,
dentro de uns cinquenta anos as tireóides humanas apresentarão uma concentração
de radio muito considerável e o câncer tireóideo terá aumentado em 50%. Foi
comprovado também, mediante estatísticas, que cada ano a precipitação
radiactiva que produzem os testes atómicos provocam entre 2.500 e 13.000 casos
de defeitos genéticos graves.
Mas deixando de lado esta série
de consequências directas, convém significar o fato de que os resíduos gerados
pelas cada vez mais frequentes experiências nucleares explosivas, não se
desvanecem, mas se espalham pela atmosfera caindo sobre a terra em forma de
chuva e unindo-se assim aos já catastróficos efeitos produzidos pela devolução
de emanações provenientes de combustíveis fósseis. É produzida a temida “chuva
ácida” contra a qual os cientistas não fazem mais que prevenir-nos.
A CRISE DO OXIGÊNIO.
A quase totalidade do oxigénio
que o planeta Terra respira provém das diatomeas (espécie de algas), diminutos
vegetais que flutuam livremente no mar e que por sua vez constituem o elemento
básico da alimentação para a maioria dos peixes. O oxigénio da Terra estaria
esgotado totalmente dentro de dois mil anos se não fosse reposto continuamente
mediante a fotossíntese vegetal, processo pelo qual as plantas elaboram açúcar
a partir do dióxido de carbono e a água da atmosfera. Nesta reacção, que é
produzida em presença do sol, o vegetal cede oxigénio procedente do dióxido de
carbono que absorve. As últimas pesquisas permitem afirmar que 70% do oxigénio
que existe provém das diatomeas, e o restante, da vegetação terrestre. Mas se
os insecticidas e outras impurezas reduzem a quantidade de diatomeas, fenómeno
que há muitos anos vem sendo produzido em grande escala, ou estas evoluem para
mutações menos prolíficas, e os bosques continuam sofrendo seu processo de
destruição pelo corte e os incêndios, poderia chegar o momento em que faltasse
o oxigénio e, consequentemente, toda vida animal chegaria a extinguir-se.
A TERRA TEM SEDE.
Na antiguidade bastava uma média
inferior de cinco litros de água para satisfazer as necessidades do indivíduo;
e pode ser que nem sequer era alcançada essa cifra entre a que gastava e
malgastava. Sua higiene era precária e, salvo para beber, poucos usos
fundamentais poderiam ser procurados. Actualmente, nas cidades, é necessário
somente para a higiene pessoal e doméstica uma quantidade dez vezes superior
por dia e habitante, existindo grandes núcleos de população que chegam a gastar
até 500 litros por pessoa e dia, incluindo regras, calefacção e outros serviços
urbanos.
De cara ao futuro, as cifras
situam à humanidade ante um grave problema: a quantidade total de água potável
do planeta é estimada em alguns 7.750.000 quilómetros cúbicos. Até poucos anos
a água gasta era reposta com a chuva, existindo um constante equilíbrio; mas a
contaminação diminui dia a dia a quantidade de muitos depósitos naturais até
converter a água em não potável, isto é, não apta para o consumo doméstico.
Também neste caso, como no do oxigénio, corre-se o grande perigo de romper o
equilíbrio da regeneração.
A água que utiliza a fábrica é
desaguada no rio e este arrasta até sua desembocadura no mar os germes da
destruição. Inclusive as águas subterrâneas já não podem escapar da
contaminação radiactiva e sofrem modificações em sua composição ou em seu
estado, são alteradas de tal modo que deixam de reunir as condições de
utilização que ofereciam em seu estado natural. Quando este fenómeno acontece a
água não serve, não só não ajuda a vida, mas, além disso, a coloca em perigo.
AS CONCENTRAÇÕES PLANETÁRIAS.
No entanto, contemplemos agora
outro aspecto da questão. Nosso progresso pode destruir-nos, e isso é nossa
culpa; mas o Cosmos também nos ameaça.
O universo é uma máquina que
funciona como o relógio de mais alta precisão, o qual não garante que seja
infalível e que em algum momento não possa sofrer uma falha que afecte
directamente o nosso planeta com devastadoras consequências.
No ano de 1982 foi produzindo um
alinhamento dos planetas do sistema solar, causando um efeito de gravidade
sobre as chamas do sol que talvez tenha alterado as fendas sísmicas e as
correntes incandescente internas da Terra, com o consequente efeito de tremores
e terremotos que já começaram a ser sentidos. Mas se as desgraças começaram
neste ano, e suponho que sobrevivamos a todas elas, o perigo astral continuará
gravitando sobre nossas cabeças até que no ano 2.000 – a fatídica data que
vaticinam as profecias – se produza novamente outro alinhamento, só que então
será muito mais directo e suas consequências, portanto, muito mais destrutivas.
Supõe-se que pode afectar ao equilíbrio do eixo terrestre, chegando a dar um
tombo à Terra como se de uma bola se tratasse, ajudada pelo enorme peso que
suporta o polo sul em consequência do gelo acumulado sobre ele
Estamos na era dos terremotos,
semelhante ao que foi produzido há cento e setenta e nove anos, quando no
firmamento ocorreu pela última vez um alinhamento planetário.
A BOMBA ATÔMICA, UM JOGO DE
MENINOS.
A bomba atómica de Hiroshima já é
um jogo de meninos comparados com os inventos posteriores no campo dos projécteis
e explosivos.
A bomba de hidrogénio, a de
cobalto e outras multiplicaram por mil os efeitos mortíferos de sua irmã menor.
E há pouco apareceu o último grito: a bomba de neutrões, que mata a todo ser
vivente, mas sem causar danos materiais, para que possam disfrutar de todas as
comodidades os que vier depois. Se restar alguém. Claro.
Existe um amplo sortimento onde
abastecer-se. Dentro de pouco o alfabeto não será suficiente para nominar os
engenhos destruidores que o homem está criando. Possuímos a bomba de
hidrogénio, a H, capaz de destruir uma cidade de 100 quilómetros quadrados e
matar a tudo o que se encontre a 500 quilómetros de distância, o que não deve
estranhar se tiver em conta que equivale a dez vezes a potência de todos os
explosivos que foram utilizados durante a segunda guerra mundial. Agora já
estão aperfeiçoando-a à base de nitrogénio; logo a conheceremos como a bomba N.
Qualquer megalómano ambicioso que conte com os meios suficientes pode nos matar
somente apertado um botão: então seria desencadeada uma reacção em cadeia
ordenada por computadores que estão programados aguardando este momento.
Quando esse dia chegar não
poderemos intervir nos acontecimentos.